Estava deslumbrado com um fim de tarde maravilhoso, daqueles que o dia fica amarelado, sabe? Pois bem, caminhava em minha cidade tranquilamente. As ruas estavam cheias de pessoas, as que consumiam, que passeavam com a família ou simplesmente sozinhas. E assim, caminhava entre tais, à procura de alguém. Não sabia porque procurava, mas fazia mesmo sem motivos.
Passei entre lojas cheias de pessoas que consumiam eletrodomésticos, roupas, comidas entre outras coisas. As cores me chamaram muito a atenção. Deparei com uma rua que me levaria a casa de um amigo, sem pensar muito segui em direção a tal. Já não havia tantas pessoas mais. Continuei caminhando e vi muitas pessoas correndo desesperadas. Os carros nas ruas batendo uns nos outros, fugindo de algo que parecia voraz. Entrei numa outra rua, a casa de meu amigo fica no final dela, de frente para quem a segue. Por de traz de sua casa um grande rio corta toda a extensão da cidade.
Quando enfim cheguei em frente a casa, vi a coisa mais impressionante que os meus olhos poderiam ver algum dia. O céu seguindo o horizonte, estava claro e havia muitas nuvens. Era um misto de aurora boreal com cores incomuns, as nuvens eram cor de rosa e estavam muito baixas a ponto de quase poder tocar. Parte do céu estava com o azul mais lindo que já vi. Um momento que jamais ei de ver novamente.
Mas algumas poucas nuvens se abriram e entre elas, canhões de metal reluzente se movimentavam, mirando em várias direções, inclusive em mim. O prata dos metais e o rosa das nuvens fundiram-se mixando o belo e a agonia. O medo e a aflição tomaram conta do prazer que as cores e a paisagem havia dado ao meu coração. Um instante de silêncio tomara conta de tudo que estava ali.
Sem razões ao terminar seu movimento, os canhões simplesmente dispararam em todas direções. Não eram mísseis, nem balas comuns, as esferas de metais com diâmetro de 3 metros cruzavam o horizonte e o rastro de fumaça cinza, marcava as nuvens e o céu, formando uma parábola quase perfeita. Ainda olhávamos mudos a todos os fatos.
As esferas de fogo se aproximavam rapidamente e o verdadeiro caos inicia-se. Pessoas caindo, desesperadas, muitas crianças chorando. Um corre-corre tremendo, mas de nada adiantou. Eu, estagnado e perplexo fiquei a observar tudo. Quando as primeiras esferas tocaram o chão, foi horrível. Os impactos eram fortes. Caíram em cima de casas, carros, em ruas, destruindo e ateando fogo em tudo. Vi pessoas morrerem queimadas ou soterradas. Fui dar conta e pensar na família neste instante. Tinha que sair rapidamente dali e logo a frente, um carro estava parado. Fiz uma ligação direta e saí, mas quanto mais acelerava, inversamente proporcional ele andava e num piscar de olhos tudo se foi.
Nenhum comentário:
Postar um comentário